Oláaaa Cia Querida!
Faz tempo que não escrevo, mas estou por aí...
acho bacana a gente dar uma olhada com carinho no edital de intercambio cultural.
Sobre a apresentação do Mau, acho que posso arranjar um espaço, duas probabilidades:
um é um ateliê muito bacana aqui perto de casa... tenho uns projetos com eles, o dobras do extemporaneo;
e outro na casa das caldeiras porque estou desenvolvendo um projeto com o "corrosivo" um coleitvo de artistas que estou fazendo parte...
no caso da casa, teria que ver com O responsável pelas residencias...
no ateliê acho que é mais fácil e eles adorariam tb.
Todos são artistas que querem fazer intercambios, isso nos dois coletivos.
os blogs deles eu coloquei aqui na lista de links.
NESTA QUINTA ESTOU PROGRAMADA PRA VER O ENSAIO DA CIAAAA.
BEIJOS
THA
27 de agosto de 2008
19 de agosto de 2008
Olás!
Por hora, só para avisar que não dá pra ser aqui no salão do prédio - no final de agosto vai começar uma reforma...
Conversando com a Má Co a gente pensou na casa dela ou na Balagan. Inclusive, se for na Balagan, de repente é o caso da gente pensar também em mostrar algo do Ruído.
Acho que a gente precisa, sim, fazer um encontro Auto-Retrato. Pelo menos, uma grande conversa/discussão.
Beijos e até breve!
Má Tranjan
Por hora, só para avisar que não dá pra ser aqui no salão do prédio - no final de agosto vai começar uma reforma...
Conversando com a Má Co a gente pensou na casa dela ou na Balagan. Inclusive, se for na Balagan, de repente é o caso da gente pensar também em mostrar algo do Ruído.
Acho que a gente precisa, sim, fazer um encontro Auto-Retrato. Pelo menos, uma grande conversa/discussão.
Beijos e até breve!
Má Tranjan
17 de agosto de 2008
Oi Mau!
Que delícia que vc. está vindo pra cá!!
Não sei se a Má viu o Blog, então vou perguntar para ela do salão do prédio.
Apesar de estar a maior correria podemos fazer um segundo encontro parecido como aquele que fizemos em janeiro, o que acham????
Estou numa semana bem corrida, foi o prazo para enviar projeto para o PAC (estadual)... então por isso não consegui ainda escrever como quero sobre nossas escolhas e , em especial, sobre o Seis da Tarde.
Tenho pensado muitas coisas para escrever mas não quero escrever de qualquer jeito, gosto de escrever quando não tenho que me preocupar com o que eu tenho que fazer nas próximas horas, só daí consigo encontrar as palavras adequadas e que podem gerar mais movimentos.
Essas escrita não deixa de ser um processo criativo e eu quero respeitá-la como tal.
Tal tardarei... prometo!
Beijos e saudades
Marina Corazza
Que delícia que vc. está vindo pra cá!!
Não sei se a Má viu o Blog, então vou perguntar para ela do salão do prédio.
Apesar de estar a maior correria podemos fazer um segundo encontro parecido como aquele que fizemos em janeiro, o que acham????
Estou numa semana bem corrida, foi o prazo para enviar projeto para o PAC (estadual)... então por isso não consegui ainda escrever como quero sobre nossas escolhas e , em especial, sobre o Seis da Tarde.
Tenho pensado muitas coisas para escrever mas não quero escrever de qualquer jeito, gosto de escrever quando não tenho que me preocupar com o que eu tenho que fazer nas próximas horas, só daí consigo encontrar as palavras adequadas e que podem gerar mais movimentos.
Essas escrita não deixa de ser um processo criativo e eu quero respeitá-la como tal.
Tal tardarei... prometo!
Beijos e saudades
Marina Corazza
14 de agosto de 2008
Oi, só por que eu esqueci na minha última postagem.
Eu estou indo pro Brasil chego no 07 de setembro.
Nós vamos fazer algum tipo de encontro da companhia?
no 01 de setembro eu faco um ensaio aberto do meu solo por aqui.
Gostaria muito de poder fazer o mesmo por ai. Vocês me ajudam a organizar?
(uma coisa intima, só pra voces e mais alguns amigos)
pensei de repente que poderia ser no salao de festas do prédio da Matran. Mesmo que eu tenha que pagar alguma coisa, desde que nao seja muito. Pra minha seria legal ser logo que eu chegar ou logo antes de eu ir embora (no 19 de outubro, por exemplo)
beijos
aguardo noticias
mau
Eu estou indo pro Brasil chego no 07 de setembro.
Nós vamos fazer algum tipo de encontro da companhia?
no 01 de setembro eu faco um ensaio aberto do meu solo por aqui.
Gostaria muito de poder fazer o mesmo por ai. Vocês me ajudam a organizar?
(uma coisa intima, só pra voces e mais alguns amigos)
pensei de repente que poderia ser no salao de festas do prédio da Matran. Mesmo que eu tenha que pagar alguma coisa, desde que nao seja muito. Pra minha seria legal ser logo que eu chegar ou logo antes de eu ir embora (no 19 de outubro, por exemplo)
beijos
aguardo noticias
mau
12 de agosto de 2008
Berlin, 12 de agosto de 2008
fico pensando no que escrever...
primeiro, é bom ter noticias, mesmo que as noticias talvez nao sejam exatamente as que a gente gostaria de ouvir... É bom saber que ainda existe a vontade de discutir, de experimentar, e todo conflito é importante como etapa de acerto, de nova percepcao do que está acontecendo, o confronto só acontece porque ele é necessário e porque todas as partes se importam e querem se sentir representadas. Antes o confronto do que a indiferenca, do confronto é possivel se encontrar um novo caminho, da indiferenca só pode surgir a estagnacao. Só pra pontuar a discussao, e ajudar a expressar o que eu penso, vou recorrer a um trecho do texto de Ludwik Flaszen, o "dramaturgo" do teatro de Grotowski, escrito para o programa de Doktor Faustus:
" (...) o treinamento do ator aqui nao pode ser separado do desenvolvimento completo do trabalho; para nós, cada personagem, cada producao nao deveria ser um objetivo em si, e sim um exercício, a preparacao para um exercício ainda mais complexo, a entrada em um universo até entao nao investigado (...)"
Sobre o segundo tema, com o qual eu realmente posso colaborar, a discussao que eu e a Nat comecamos sobre a pesquisa do grupo. Acho que nao preciso acentuar o quanto julgo a discussao importante, acho que já disse e repeti isso, por isso vou partir direto pra prática e propor uma nova abordagem pro problema a partir da solucao colocada pela Má. Proponho, pra comecar o raciocício, que facamos o caminho inverso: pensar, a cada processo, quais foram as questoes investigadas, o que nos motivou a fazer cada espetáculo. Pra mim parece ser mais simples como organizacao, porque nao tenho bem certeza das temáticas que cada um abrange, e pensar a partir deles me parece facilitar o desenvolvimento do raciocinio. Ai vai:
O Silêncio dos Mortos - possibilidades de combinacao entre texto e movimento; uso do corpo como uma ferramena expressiva com significado próprio, além da mera representacao do proposto no texto.
Esbocos sobre Picasso - novamente possibilidades de combinacao entre texto e movimento; início da pesquisa sobre como a individualidade de cada performer poderia ser utilizada como ferramenta criativa; composicao de uma dramaturgia criada a partir do processo de ensaio; criacao de uma dramaturgia presente, que só pode ser compreendida em conjunto com a encenacao na qual está inserida.
Voo Solo - combinacao entre texto e movimento; aprofundamento da pesquisa sobre o uso da individualidade como ferramenta criativa; aprofunamento da pesquisa de dramaturgia, propondo um tema como elo de ligacao entre as diferentes cenas do espetáculo.
Retornarse - ápice da pesquisa sobre a individualidade do performer, tornando-se ferramenta e tema do trabalho. Busca de uma forma performática nao interpretativa, nao representativa; investigacao sobre a possibilidade de comunicacao direta com o espectador; intensificacao da dramaturgia presente a partir do uso da improvisacao como jogo de cena. Busca de um novo espaco de apresentacao, que permitisse/aprofundasse a possibilidade de relacao entre ator e espectador.
80 por minuto - ?
Nao distância - como o processo de criacao a partir da individualidade de cada performer ( a essa altura já uma metodologia de trabalho) pode ser influenciado pela presenca de um material anterior que conduza o processo criativo. Como a dramaturgia do presente e a encenacao podem ser influenciadas por esse material criativo pré-existente. Aprofundamento da pesquisa de descoberta de um espaco cênico apropriado ao tipo de comunicacao pretendida entre ator e espectador
Ausência - mesmas questoes do nao distancia, a excecao do uso do espaco.
Seis da Tarde - ?
Acho que é isso pra comecar. Se eu fosse pensar nas minhas inquietacoes do trabalho, eu listaria elas portanto nessa ordem, de forma cronológica:
1. Uso do corpo como ferramenta expressiva independente do texto
2. Investigacao das diferentes relacoes possíveis entre corpo e texto
3. Busca de uma potencialidade expressiva pertencente a cada corpo.
4. Busca de uma qualidade criativa/expressiva ligada ao uso e expressao da história de cada corpo.
5. Desenvolvimento de uma dramaturgia específica para permitir a expressividade desse corpo, baseada na composicao interrelacionada entre interpretacao, encenacao e dramaturgia
6. Busca de um tempo (presente) e um espaco (intimidade) na qual essa dramaturgia pudesse se concretizar.
7. Busca de estímulos para aprofundar a pesquisa da individualidade, através do ampliamento do potencial de cada corpo.
acho que é isso, pra comecar
acho que agora estamos aquecendo
outro dia escrevo sobre os procedimentos de trabalho, mas acho que senao fica muita coisa de uma vez só pra assimilar.
beijos a todos
mau
primeiro, é bom ter noticias, mesmo que as noticias talvez nao sejam exatamente as que a gente gostaria de ouvir... É bom saber que ainda existe a vontade de discutir, de experimentar, e todo conflito é importante como etapa de acerto, de nova percepcao do que está acontecendo, o confronto só acontece porque ele é necessário e porque todas as partes se importam e querem se sentir representadas. Antes o confronto do que a indiferenca, do confronto é possivel se encontrar um novo caminho, da indiferenca só pode surgir a estagnacao. Só pra pontuar a discussao, e ajudar a expressar o que eu penso, vou recorrer a um trecho do texto de Ludwik Flaszen, o "dramaturgo" do teatro de Grotowski, escrito para o programa de Doktor Faustus:
" (...) o treinamento do ator aqui nao pode ser separado do desenvolvimento completo do trabalho; para nós, cada personagem, cada producao nao deveria ser um objetivo em si, e sim um exercício, a preparacao para um exercício ainda mais complexo, a entrada em um universo até entao nao investigado (...)"
Sobre o segundo tema, com o qual eu realmente posso colaborar, a discussao que eu e a Nat comecamos sobre a pesquisa do grupo. Acho que nao preciso acentuar o quanto julgo a discussao importante, acho que já disse e repeti isso, por isso vou partir direto pra prática e propor uma nova abordagem pro problema a partir da solucao colocada pela Má. Proponho, pra comecar o raciocício, que facamos o caminho inverso: pensar, a cada processo, quais foram as questoes investigadas, o que nos motivou a fazer cada espetáculo. Pra mim parece ser mais simples como organizacao, porque nao tenho bem certeza das temáticas que cada um abrange, e pensar a partir deles me parece facilitar o desenvolvimento do raciocinio. Ai vai:
O Silêncio dos Mortos - possibilidades de combinacao entre texto e movimento; uso do corpo como uma ferramena expressiva com significado próprio, além da mera representacao do proposto no texto.
Esbocos sobre Picasso - novamente possibilidades de combinacao entre texto e movimento; início da pesquisa sobre como a individualidade de cada performer poderia ser utilizada como ferramenta criativa; composicao de uma dramaturgia criada a partir do processo de ensaio; criacao de uma dramaturgia presente, que só pode ser compreendida em conjunto com a encenacao na qual está inserida.
Voo Solo - combinacao entre texto e movimento; aprofundamento da pesquisa sobre o uso da individualidade como ferramenta criativa; aprofunamento da pesquisa de dramaturgia, propondo um tema como elo de ligacao entre as diferentes cenas do espetáculo.
Retornarse - ápice da pesquisa sobre a individualidade do performer, tornando-se ferramenta e tema do trabalho. Busca de uma forma performática nao interpretativa, nao representativa; investigacao sobre a possibilidade de comunicacao direta com o espectador; intensificacao da dramaturgia presente a partir do uso da improvisacao como jogo de cena. Busca de um novo espaco de apresentacao, que permitisse/aprofundasse a possibilidade de relacao entre ator e espectador.
80 por minuto - ?
Nao distância - como o processo de criacao a partir da individualidade de cada performer ( a essa altura já uma metodologia de trabalho) pode ser influenciado pela presenca de um material anterior que conduza o processo criativo. Como a dramaturgia do presente e a encenacao podem ser influenciadas por esse material criativo pré-existente. Aprofundamento da pesquisa de descoberta de um espaco cênico apropriado ao tipo de comunicacao pretendida entre ator e espectador
Ausência - mesmas questoes do nao distancia, a excecao do uso do espaco.
Seis da Tarde - ?
Acho que é isso pra comecar. Se eu fosse pensar nas minhas inquietacoes do trabalho, eu listaria elas portanto nessa ordem, de forma cronológica:
1. Uso do corpo como ferramenta expressiva independente do texto
2. Investigacao das diferentes relacoes possíveis entre corpo e texto
3. Busca de uma potencialidade expressiva pertencente a cada corpo.
4. Busca de uma qualidade criativa/expressiva ligada ao uso e expressao da história de cada corpo.
5. Desenvolvimento de uma dramaturgia específica para permitir a expressividade desse corpo, baseada na composicao interrelacionada entre interpretacao, encenacao e dramaturgia
6. Busca de um tempo (presente) e um espaco (intimidade) na qual essa dramaturgia pudesse se concretizar.
7. Busca de estímulos para aprofundar a pesquisa da individualidade, através do ampliamento do potencial de cada corpo.
acho que é isso, pra comecar
acho que agora estamos aquecendo
outro dia escrevo sobre os procedimentos de trabalho, mas acho que senao fica muita coisa de uma vez só pra assimilar.
beijos a todos
mau
7 de agosto de 2008
Não consegui dormir essa noite pensando na mensagem que escrevi, com medo de ter usado palavras erradas, ingênuas ou agressivas.
Conversei um pouco com a Ma Tranjan hoje, mas ainda não abrimos totalmente as questões para o grupo do Ruído porque o Caetano não está em São Paulo, vamos conversar na segunda.
Escrevi muita coisa sobre o trabalho que estamos ensaiando mas pouco sobre a relação dos núcleos e a questão inicial sobre nossa identidade.
Só queria amarrar tudo isso.
Acho que a dificuldade que estamos tendo de trocar sobre nossas pesquisas começa na fragilidade que temos (nós nucleo MaNatMaCae) em conceituar o que estamos fazendo. Refletir sobre a nossa prática levando em conta tudo o que coloquei no e-mail anterior vai não só aprofundar o trabalho que estamos fazendo aqui, como enriquecer nossas trocas e nos levar na direção de que coletivo é esse que culminou nestes três núcleos. (sei que estou escrevendo como uma professorinha, mas não me julguem por favor, é o sono).
Assim, para começar de forma simples e objetiva proponho que a gente enumere desde os primórdios, as investigações que nos interessaram (acho que isso mora no recorte da metodologia, dos princípios) e descreva sinteticamente quais procedimentos foram escolhidos e transformados para desenvolver essas pesquisas.
Também estou propondo isso como forma de nos auxiliar a olhar para todo este material e identificar o que faz sentido ser redescoberto neste novo trabalho, como atualizar para este contexto caminhos que já começamos a trilhar.
Para ser mais clara:
- movimento x texto - em esboço sobre picasso existiam partituras corporais criadas por meio da relação com determinadas obras. A essas partituras sobrepunham-se fragmentos de depoimentos dos próprios artistas. (Quais instruções eram mais adequadas, quias eram os perigos, etc...) Quais eram as referências teóricas e práticas? Pina Bauch?
- busca por estados e não personagens - processo que começou no Não-distância??? Mesmas perguntas
- a busca pelo depoimento sincero - Retornarse, quais foram os procedimentos
- a busca pela relação com a platéia - retornarse, identidade em crise
- o gérmen da performance - idem
- a persona - Seis da Tarde
Enfim , estou sendo superficial para lançar um debate pela rede sobre estes nossos caminhos de forma cronológica como se pudéssemos montar um mapa de como temos tentado resolver expressivamente/cenicamente nossas inquietações.
Além disso vou propor pra o núcleo Ruído na segunda que a gente traga mais as referências especialmente de Stanislavski para problematizar nossos improvisos, a criação das cenas. Não estou propondo que a gente pare para "pesquisar", mas que a gente crie maneiras de deixar essa pesquisa dialogar mais com o trabalho...
Bom, mil coisas
O que acham
Beijos
Marina Corazza
Conversei um pouco com a Ma Tranjan hoje, mas ainda não abrimos totalmente as questões para o grupo do Ruído porque o Caetano não está em São Paulo, vamos conversar na segunda.
Escrevi muita coisa sobre o trabalho que estamos ensaiando mas pouco sobre a relação dos núcleos e a questão inicial sobre nossa identidade.
Só queria amarrar tudo isso.
Acho que a dificuldade que estamos tendo de trocar sobre nossas pesquisas começa na fragilidade que temos (nós nucleo MaNatMaCae) em conceituar o que estamos fazendo. Refletir sobre a nossa prática levando em conta tudo o que coloquei no e-mail anterior vai não só aprofundar o trabalho que estamos fazendo aqui, como enriquecer nossas trocas e nos levar na direção de que coletivo é esse que culminou nestes três núcleos. (sei que estou escrevendo como uma professorinha, mas não me julguem por favor, é o sono).
Assim, para começar de forma simples e objetiva proponho que a gente enumere desde os primórdios, as investigações que nos interessaram (acho que isso mora no recorte da metodologia, dos princípios) e descreva sinteticamente quais procedimentos foram escolhidos e transformados para desenvolver essas pesquisas.
Também estou propondo isso como forma de nos auxiliar a olhar para todo este material e identificar o que faz sentido ser redescoberto neste novo trabalho, como atualizar para este contexto caminhos que já começamos a trilhar.
Para ser mais clara:
- movimento x texto - em esboço sobre picasso existiam partituras corporais criadas por meio da relação com determinadas obras. A essas partituras sobrepunham-se fragmentos de depoimentos dos próprios artistas. (Quais instruções eram mais adequadas, quias eram os perigos, etc...) Quais eram as referências teóricas e práticas? Pina Bauch?
- busca por estados e não personagens - processo que começou no Não-distância??? Mesmas perguntas
- a busca pelo depoimento sincero - Retornarse, quais foram os procedimentos
- a busca pela relação com a platéia - retornarse, identidade em crise
- o gérmen da performance - idem
- a persona - Seis da Tarde
Enfim , estou sendo superficial para lançar um debate pela rede sobre estes nossos caminhos de forma cronológica como se pudéssemos montar um mapa de como temos tentado resolver expressivamente/cenicamente nossas inquietações.
Além disso vou propor pra o núcleo Ruído na segunda que a gente traga mais as referências especialmente de Stanislavski para problematizar nossos improvisos, a criação das cenas. Não estou propondo que a gente pare para "pesquisar", mas que a gente crie maneiras de deixar essa pesquisa dialogar mais com o trabalho...
Bom, mil coisas
O que acham
Beijos
Marina Corazza
queridos, gosto muito muito muito de poder divir meu caminho com vocês. Má Co, é bom te ouvir... Acho importante essa crise toda, de alguma forma. Se eu puder ajudar, por favor, me cobrem!
Mesmo tão distante (por absoluta falta de tempo) vocês são minha referência, minha casa, meu pertencimento, para onde se destinam meus pensamentos, sempre.
beijos e quero tentar ir semana que vem a um ensaio, ok?
Saudades
Nat
Mesmo tão distante (por absoluta falta de tempo) vocês são minha referência, minha casa, meu pertencimento, para onde se destinam meus pensamentos, sempre.
beijos e quero tentar ir semana que vem a um ensaio, ok?
Saudades
Nat
6 de agosto de 2008
Ai meu deus!!!! como escrever o que penso sem bloquear os caminhos?????!!!!!!
Quero que fique muito claro antes de qualquer coisa que o que estou escrevendo aqui expõe desafios, diferenças, mas nós já passamos por momentos de crise muito maiores e que foram importantes para aprofundar nosso trabalho.
Má e Caetano, desculpe tratar isso aqui abertamente e não pessoalmente, mas como eu escrevi abaixo, por motivos que não dependem só de vocês, nós não estamos tendo espaço para dialogar como fazíamos antes e para mim um coletivo se constrói justamente da fricção.
Se está tudo muito morno, insosso, desconfie.
Não é uma ode à crise, mas uma consciência de que precisamos ser provocadores uns dos outros sim! É a necessidade vital da clareza, da sinceridade e do prazer de fazer teatro. Não é por acaso que estamos a tanto tempo juntos!
Beijos e antes de mais nada amo muito vocês e o nosso trabalho!!!
Aqui vai:
Eu concordo muito com o Mau e a Naty, uma coisa não pode estar desconectada da outra. O fluxo, a liberdade, o criar fluem na medida que se tem referências mais claras, não certezas, mas pontos a serem problematizados, provocações que inquietam....
Está sendo muito difícil para mim lidar com a situação de ser a única atriz do grupo, junto com o Caetano e a Má claro, em meio a atores convidados. O problema não são eles, de forma alguma, mas parece que não podemos tratar de assuntos que fujam do "bom andamento da montagem".
Estamos tendo pouco tempo de ensaio por questões de sobrevivência e as poucas vezes que tento nos ensaios questionar algo sobre o percurso, parece fora de contexto. Nos nossos ensaios atuais não há espaço para a crise porque nos comprometemos com as pessoas, temos prazos, etc.
A verdade é que eu estou muito infeliz e isso inclui o que eu acho que os ensaios poderiam ser e não estão sendo (sei que estou exagerando porque não estou em bons dias). Eu estou trabalhando muito, dando muita aula e me sinto burocrática o que é horrível, é tudo o que eu não quero para mim. Bom, o fato é que eu estou me sentindo fraca para insistir em questões que realmente não parecem importantes para o Caetano e a Má.
Eu sei que temos muito material para ler e estudar(as peças do Tchekhov, as cartas), mas parece que estamos num processo cujo foco é simplesmente construir uma dramaturgia cênica e sinto muita mais muita falta mesmo de pensar/agir/experimentar/conceituar/agir sobre o trabalho do ator, sobre o nosso material expressivo, talvez daí vocês pensem "bom, esse é o trabalho de cada um", mas eu acho justamente que é ai que reside a importância de sermos um coletivo, senão somos somente um elenco. Eu tenho tentado levantar questões sobre o jogo, propus que lêssemos o que o Matteo Bonfitto escreve sobre a composição da ação física, mas tudo ficou no vazio.
Estamos correndo contra o tempo por não termos grana, e por isso não nos aprofundamos, mas eu me pergunto então, porquê, qual o sentido?...não quero me furtar de agir com a companhia como sou obrigada a agir com outros trabalhos que tenho que fazer concessões.
No início do ano eu , a Naty, a Má e o Caetano tínhamos conversado que gostaríamos de fazer um processo mais curto, partindo de repente de um texto pronto, mas naquele momento nós estávamos no fluxo do Seis da Tarde, respirávamos nossos procedimentos e metodologias. Agora as coisas mudaram, o material que escolhemos está longe de ser simples e temos três atores diferentes trabalhando com a gente. Não sei se pela trabalho que vocês têm com o cinema ou se pela demanda dramatúrgica deste trabalho, sinto que as questões de vocês estão na encenação, na forma e eu me sinto um pouco desmotivada. Para mim não podemos deixar o trabalho do ator num lugar "de cada um se resolve" e é para mim justamente aí que não podemos de forma alguma deixar de pensar, refletir e propor práticas que tragam à tona essa pesquisa de interpretação sim.
Sei também que cada trabalho é diferente do outro e que numa companhia temos que ceder ora para um desejo mais ardente de um, ora para um desejo mais ardente de outro e que nestes anos todos sempre trabalhamos muito partindo do ator. Por isso acho saudável o fato de vocês estarem na condução deste processo com um olhar mais cuidadoso para o todo, porém, apesar de não precisarmos partir do ator para construir uma peça, não podemos deixar de lado essa investigação e por isso , Má , não dá para não estudar, não buscar referências, não fazer escolhas e seguir simplesmente num fluxo intuitivo. Sei que na nossa dinâmica de pesquisar e ensaiar já moram muitas das nossas escolhas e metodologias anteriores, mas chegamos num ponto que precisamos avançar mais porque sinto que elas já se cristalizaram.
Tudo isso não é responsabilidade só de vocês, mas sinto necessidade de respirar, de poder falar o que penso, de ouvir o que o Edu, a Carla e o Camilo tem a dizer mesmo que o processo saia do controle, do previsto por vocês. Desculpe mas para mim é isso que representa fazer parte de um grupo. Não adianta criarmos todas as cenas e tomarmos as decisões juntos se não existe espaço para realmente dizer o que se pensa.
Aiiii... não sei mais o que falar e não quero bodiá-los, é justamente por querer muito continuar cultivando a nossa parceria que escrevo tudo isso.
Tem sido importante para nós estabelecer prazos, mas não quero que nosso trabalho seja mais um trabalho entre tantos os outros que faço para sobreviver, não quero me furtar de ter espaço para colocar minhas questões artísticas.
Para finalizar, eu gosto de pensar o trabalho do ator, eu gosto de montar quebra-cabeças para provocar a criação, é isso que eu faço nas oficinas que dou e com muito prazer. Eu me ofereço para pensar um pouco mais este aspecto com vocês... sabe, quais instruções escolher, como propor para que o jogo aconteça, o que propor para que os atores sejam estimulados a ir além. Não vou acertar sempre, mas tenho prazer em fazer isso (e certa prática também).
Um grande beijo a todos
Marina Corazza
Quero que fique muito claro antes de qualquer coisa que o que estou escrevendo aqui expõe desafios, diferenças, mas nós já passamos por momentos de crise muito maiores e que foram importantes para aprofundar nosso trabalho.
Má e Caetano, desculpe tratar isso aqui abertamente e não pessoalmente, mas como eu escrevi abaixo, por motivos que não dependem só de vocês, nós não estamos tendo espaço para dialogar como fazíamos antes e para mim um coletivo se constrói justamente da fricção.
Se está tudo muito morno, insosso, desconfie.
Não é uma ode à crise, mas uma consciência de que precisamos ser provocadores uns dos outros sim! É a necessidade vital da clareza, da sinceridade e do prazer de fazer teatro. Não é por acaso que estamos a tanto tempo juntos!
Beijos e antes de mais nada amo muito vocês e o nosso trabalho!!!
Aqui vai:
Eu concordo muito com o Mau e a Naty, uma coisa não pode estar desconectada da outra. O fluxo, a liberdade, o criar fluem na medida que se tem referências mais claras, não certezas, mas pontos a serem problematizados, provocações que inquietam....
Está sendo muito difícil para mim lidar com a situação de ser a única atriz do grupo, junto com o Caetano e a Má claro, em meio a atores convidados. O problema não são eles, de forma alguma, mas parece que não podemos tratar de assuntos que fujam do "bom andamento da montagem".
Estamos tendo pouco tempo de ensaio por questões de sobrevivência e as poucas vezes que tento nos ensaios questionar algo sobre o percurso, parece fora de contexto. Nos nossos ensaios atuais não há espaço para a crise porque nos comprometemos com as pessoas, temos prazos, etc.
A verdade é que eu estou muito infeliz e isso inclui o que eu acho que os ensaios poderiam ser e não estão sendo (sei que estou exagerando porque não estou em bons dias). Eu estou trabalhando muito, dando muita aula e me sinto burocrática o que é horrível, é tudo o que eu não quero para mim. Bom, o fato é que eu estou me sentindo fraca para insistir em questões que realmente não parecem importantes para o Caetano e a Má.
Eu sei que temos muito material para ler e estudar(as peças do Tchekhov, as cartas), mas parece que estamos num processo cujo foco é simplesmente construir uma dramaturgia cênica e sinto muita mais muita falta mesmo de pensar/agir/experimentar/conceituar/agir sobre o trabalho do ator, sobre o nosso material expressivo, talvez daí vocês pensem "bom, esse é o trabalho de cada um", mas eu acho justamente que é ai que reside a importância de sermos um coletivo, senão somos somente um elenco. Eu tenho tentado levantar questões sobre o jogo, propus que lêssemos o que o Matteo Bonfitto escreve sobre a composição da ação física, mas tudo ficou no vazio.
Estamos correndo contra o tempo por não termos grana, e por isso não nos aprofundamos, mas eu me pergunto então, porquê, qual o sentido?...não quero me furtar de agir com a companhia como sou obrigada a agir com outros trabalhos que tenho que fazer concessões.
No início do ano eu , a Naty, a Má e o Caetano tínhamos conversado que gostaríamos de fazer um processo mais curto, partindo de repente de um texto pronto, mas naquele momento nós estávamos no fluxo do Seis da Tarde, respirávamos nossos procedimentos e metodologias. Agora as coisas mudaram, o material que escolhemos está longe de ser simples e temos três atores diferentes trabalhando com a gente. Não sei se pela trabalho que vocês têm com o cinema ou se pela demanda dramatúrgica deste trabalho, sinto que as questões de vocês estão na encenação, na forma e eu me sinto um pouco desmotivada. Para mim não podemos deixar o trabalho do ator num lugar "de cada um se resolve" e é para mim justamente aí que não podemos de forma alguma deixar de pensar, refletir e propor práticas que tragam à tona essa pesquisa de interpretação sim.
Sei também que cada trabalho é diferente do outro e que numa companhia temos que ceder ora para um desejo mais ardente de um, ora para um desejo mais ardente de outro e que nestes anos todos sempre trabalhamos muito partindo do ator. Por isso acho saudável o fato de vocês estarem na condução deste processo com um olhar mais cuidadoso para o todo, porém, apesar de não precisarmos partir do ator para construir uma peça, não podemos deixar de lado essa investigação e por isso , Má , não dá para não estudar, não buscar referências, não fazer escolhas e seguir simplesmente num fluxo intuitivo. Sei que na nossa dinâmica de pesquisar e ensaiar já moram muitas das nossas escolhas e metodologias anteriores, mas chegamos num ponto que precisamos avançar mais porque sinto que elas já se cristalizaram.
Tudo isso não é responsabilidade só de vocês, mas sinto necessidade de respirar, de poder falar o que penso, de ouvir o que o Edu, a Carla e o Camilo tem a dizer mesmo que o processo saia do controle, do previsto por vocês. Desculpe mas para mim é isso que representa fazer parte de um grupo. Não adianta criarmos todas as cenas e tomarmos as decisões juntos se não existe espaço para realmente dizer o que se pensa.
Aiiii... não sei mais o que falar e não quero bodiá-los, é justamente por querer muito continuar cultivando a nossa parceria que escrevo tudo isso.
Tem sido importante para nós estabelecer prazos, mas não quero que nosso trabalho seja mais um trabalho entre tantos os outros que faço para sobreviver, não quero me furtar de ter espaço para colocar minhas questões artísticas.
Para finalizar, eu gosto de pensar o trabalho do ator, eu gosto de montar quebra-cabeças para provocar a criação, é isso que eu faço nas oficinas que dou e com muito prazer. Eu me ofereço para pensar um pouco mais este aspecto com vocês... sabe, quais instruções escolher, como propor para que o jogo aconteça, o que propor para que os atores sejam estimulados a ir além. Não vou acertar sempre, mas tenho prazer em fazer isso (e certa prática também).
Um grande beijo a todos
Marina Corazza
5 de agosto de 2008
oi pessoas,
o Mau postou algo exatamente no momento em que eu ia postar também. E pra dizer coisas muito parecidas, rsrsrsr.
Na verdade, tenho medo de que a necessidade de conceituar se torne uma obrigação. Mas acho que é um exercício necessário, uma forma de não separar as coisas, prática e conceito. E sinceramente acho que conceituar é uma forma de ampliar a nossa própria prática. Cada vez mais tenho certeza disso. Minha experiência na Balagan tem me mostrado demais o quanto as duas coisas são indissociadas, alimentam-se mutuamente. O conceito faz emergir uma prática às vezes muito mais potente, uma reflexão sobre o que foi realizado às vezes faz dar saltos e saltos no caminho que, de outra forma, seria lento e bem mais tortuoso; além disso, a prática inevitavelmente cria conceitos o tempo todo. Sempre insisto com vocês no fato de que temos sim, ao longo desses anos todo, criado nossos próprios caminhos poéticos e conceituais, e ainda quero insistir mais um pouco (e lembrando que eu acho muito que isso vai além da dicotomia corpo X palavra...)!
Todo grupo tem aqueles momentos na criação em que acontecem uns entraves, momentos em que a coisa se repete e não se renova, no sentido negativo mesmo, não estou sequer falando das formas. Mas sinto que, no nosso caso, cresceríamos muito se tomássemos consciência do que temos feito, porque isso certamente nos eluciadaria muito sobre o que queremos fazer, sobre o que estamos fazendo agora. E, parece bobo o que vou dizer, mas a consciência é o primeiro passo para buscar outras coisas. É claro que podemos dizer, Má, que não é nosso momento, mas talvez porque a gente esteja entendendo conceituação como algo acadêmico, o que não é, e esteja desacostumados mesmo, e isso dá mesmo preguiça, parece mais difícil do que é.
A intuição, como diz o Mau, também gera conceitos, gera procedimentos, gera condutas, gera vontades. Enfim... concordo com o Mau que é um momento de fazermos esfrços pra pensarmos sobre nossa prática, e sinto muito a necessidade de ouvir mais todo mundo.
Isso que escrevo não é uma pressão. Acho que manifesta mais minha profunda crença na importância dessa nossa discussão.
beijos a todos
Nat
ps: Má, estou sim lendo o Van Gogh (aliás, ele me alimenta muito nesse sentido todo dessa nossa conversa...)
abaixo, trechinho dele que me tocou muito, ontem, quando li:
"Ah, parece-me cada vez mais que as pessoas são a raíz de tudo e, embora seja eternamente melancólico não viver a verdadeira vida, no sentido de que valeria mais trabalhar a própria carne que a cor ou o gêsso, no sentido de que valeria mais fabricar crianças que fabricar quadros ou fazer negócios, ainda assim sentimo-nos vivendo quando pensamos que temos amigos entre os que também não estão na verdadeira vida."
(Van Gogh)
o Mau postou algo exatamente no momento em que eu ia postar também. E pra dizer coisas muito parecidas, rsrsrsr.
Na verdade, tenho medo de que a necessidade de conceituar se torne uma obrigação. Mas acho que é um exercício necessário, uma forma de não separar as coisas, prática e conceito. E sinceramente acho que conceituar é uma forma de ampliar a nossa própria prática. Cada vez mais tenho certeza disso. Minha experiência na Balagan tem me mostrado demais o quanto as duas coisas são indissociadas, alimentam-se mutuamente. O conceito faz emergir uma prática às vezes muito mais potente, uma reflexão sobre o que foi realizado às vezes faz dar saltos e saltos no caminho que, de outra forma, seria lento e bem mais tortuoso; além disso, a prática inevitavelmente cria conceitos o tempo todo. Sempre insisto com vocês no fato de que temos sim, ao longo desses anos todo, criado nossos próprios caminhos poéticos e conceituais, e ainda quero insistir mais um pouco (e lembrando que eu acho muito que isso vai além da dicotomia corpo X palavra...)!
Todo grupo tem aqueles momentos na criação em que acontecem uns entraves, momentos em que a coisa se repete e não se renova, no sentido negativo mesmo, não estou sequer falando das formas. Mas sinto que, no nosso caso, cresceríamos muito se tomássemos consciência do que temos feito, porque isso certamente nos eluciadaria muito sobre o que queremos fazer, sobre o que estamos fazendo agora. E, parece bobo o que vou dizer, mas a consciência é o primeiro passo para buscar outras coisas. É claro que podemos dizer, Má, que não é nosso momento, mas talvez porque a gente esteja entendendo conceituação como algo acadêmico, o que não é, e esteja desacostumados mesmo, e isso dá mesmo preguiça, parece mais difícil do que é.
A intuição, como diz o Mau, também gera conceitos, gera procedimentos, gera condutas, gera vontades. Enfim... concordo com o Mau que é um momento de fazermos esfrços pra pensarmos sobre nossa prática, e sinto muito a necessidade de ouvir mais todo mundo.
Isso que escrevo não é uma pressão. Acho que manifesta mais minha profunda crença na importância dessa nossa discussão.
beijos a todos
Nat
ps: Má, estou sim lendo o Van Gogh (aliás, ele me alimenta muito nesse sentido todo dessa nossa conversa...)
abaixo, trechinho dele que me tocou muito, ontem, quando li:
"Ah, parece-me cada vez mais que as pessoas são a raíz de tudo e, embora seja eternamente melancólico não viver a verdadeira vida, no sentido de que valeria mais trabalhar a própria carne que a cor ou o gêsso, no sentido de que valeria mais fabricar crianças que fabricar quadros ou fazer negócios, ainda assim sentimo-nos vivendo quando pensamos que temos amigos entre os que também não estão na verdadeira vida."
(Van Gogh)
4 de agosto de 2008
Berlin, 04 de agosto - Resposta e convocatoria
Ola para todos,
escrevo rapidinho para comentar a postagem da Má...
Pensar da um pouco de preguica, eu sei, mas realmente acho que temos que tomar cuidado pra nao deixarmos de refletir sobre a prática que fazemos. Especialmente nós diretores... Isso é o que faz com que o trabalho evolua, ainda que seja sem dúvida muito mais prazeroso se envolver pelo fluxo da prática. Você bem sabe o quanto meu processo criativo é intuitivo e que muitas coisas sao na prática mais fruto de um "acaso" do que de uma premeditacao. E exatamente por isso é que a reflexao se torna tao importante, porque senao o processo continua no inconsciente, pensar nos faz ter mais clareza sobre o processo que desenvolvemos, nos permite aplicá-los com mais eficácia e profundidade, nos faz definir objetivos futuros... Claro que pra nós, cuja prática nao está diretamente ligada à prática da companhia essa reflexao se torna mais latente, talvez mais necessária, mas ela nao se completa se as pessoas que hoje fazem parte do núcleo "ativo" (para dar algum nome) da companhia nao entrarem na friccao. Porque se só eu a Nat e a Thais opinarmos, tenho certeza de que certos aspectos do trabalho vao ser enfatizados, porque fazem parte da nossa história e da nossa característica individual, mas só com uma discussao realmente ampla e coletiva é que podemos chegar a alguma conclusao realmente interessante.
Só pra convocar todo mundo mais uma vez pra discussao, especialmente Caetano, Macô e Matran, que sao as pessoas que podem fazer o link entre passado e presente de maneira mais precisa, já que vivenciaram/vivenciam os dois.
E falei, e nao vou continuar antes de ouvir vocês...
beijos
Mau
escrevo rapidinho para comentar a postagem da Má...
Pensar da um pouco de preguica, eu sei, mas realmente acho que temos que tomar cuidado pra nao deixarmos de refletir sobre a prática que fazemos. Especialmente nós diretores... Isso é o que faz com que o trabalho evolua, ainda que seja sem dúvida muito mais prazeroso se envolver pelo fluxo da prática. Você bem sabe o quanto meu processo criativo é intuitivo e que muitas coisas sao na prática mais fruto de um "acaso" do que de uma premeditacao. E exatamente por isso é que a reflexao se torna tao importante, porque senao o processo continua no inconsciente, pensar nos faz ter mais clareza sobre o processo que desenvolvemos, nos permite aplicá-los com mais eficácia e profundidade, nos faz definir objetivos futuros... Claro que pra nós, cuja prática nao está diretamente ligada à prática da companhia essa reflexao se torna mais latente, talvez mais necessária, mas ela nao se completa se as pessoas que hoje fazem parte do núcleo "ativo" (para dar algum nome) da companhia nao entrarem na friccao. Porque se só eu a Nat e a Thais opinarmos, tenho certeza de que certos aspectos do trabalho vao ser enfatizados, porque fazem parte da nossa história e da nossa característica individual, mas só com uma discussao realmente ampla e coletiva é que podemos chegar a alguma conclusao realmente interessante.
Só pra convocar todo mundo mais uma vez pra discussao, especialmente Caetano, Macô e Matran, que sao as pessoas que podem fazer o link entre passado e presente de maneira mais precisa, já que vivenciaram/vivenciam os dois.
E falei, e nao vou continuar antes de ouvir vocês...
beijos
Mau
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