ok,
vou postar rápido, porque nao tenho muito tempo, mas acho que queria colocar algumas coisas importantes:
primeiro, prático. Nao estou escrevendo concretamente nada, estou tentando colocar alguns pontos de discussao pra gente pensar junto, que fazem com que o projeto fique mnais claro na hora que vocês forem escrever.
segundo, sobre os três módulos que vocês propoe: estou de acordo com os dois primeiros, acho duas boas idéias, com coerencia, que se conpletam (nao sei apenas se comecaria com o jogo ou com o mergulho individual, mas isso é uma discussao mais profunda sobre o caminho que queremos percorrer). Quanto ao terceiro, eu nao gosto da escolha. Acho a relacao das acoes físicas com a individualidade mais questionavel, nao é exatamente um trabalho que me interessa desenvolver em profundidade e eu nao vou pessoalmente com a cara do Matteo (pessoal, a energia nao bate, nao quer dizer que nao trabalharia com ele, mas...) Por fim, sinto MUITA falta de um módulo realmente mais centrado em movimento, acho que sinceramente pra mim seria um elemento importante para o meu desenvolvimento dentro do projeto (sem querer puxar a sardinha, mas todos sabemos que as questoes diretamente ligadas ao corpo como forma de expressao sao as que mais me interessam e acho nesse sentido as acoes físicas muito pouco). Me parece, até pelo histórico do grupo e pela importância que o processo sensível parece ter dentro dele, o butoh seria uma opcao mais coerente e para mim mais interessante.
Sobre as oficinas: eu concordo com a Nat que o formato proposto por vocês pode ser uma armadilha, acho muito cedo pra passarmos adiante algo que nós mesmos vamos estar em processo de incubacao. Os módulos propostos por ela poderiam ser uma idéia, mas eu nao sei se nao proporia, de forma mais simples, um núcleo paralelo no projeto, composto de outros atores que nao fazem parte da companhia mas que tem interesse em conhecer um pouco do nosso trabalho, com essa abordagem: vivencia da metodologia de trabalho da companhia. Claro que isso nao pode ser o comeco do projeto, porque há muito o que conversar até se decidir sobre o que é essa metodologia, mas acho que existem pontos, de repente dentro dessa proposta podem haver modulos coordenados por diferentes pessoas (como a questao do corpo por mim, a criacao de uma personagem por um de vocês do seis da tarde, uma abordagem mais performatica da thaisinha, etc.)
Sobre o projeto. Pode ser que vocês (nat e thais) tenham razao e eu nao, mas continua me parecendo muito inconscistente dizer que vamos fazer um espetáculo com uma dramaturgia criada sobre alguma coisa que vai aparecer ao longo do processo. Acho que nao precisamos indicar um material, mas apontar caminhos seria importante. Eu sou totalmente favorável a criar uma dramaturgia própria, mas porque nao criá-la a partir de alguns apontamentos pré-definidos?
Ultima coisa: sobre a Gabi... Como vocês perceberam, ela está bem confusa sobre o que fazer... Isso me deixa, é claro, numa situacao um pouco mais dificil do que eu tinha imaginado. Enfim, só pra dividir o problema com vocês
beijos
mau
18 de novembro de 2008
17 de novembro de 2008
é a gabi
Ai....
Ai.....
Aiiiii.......
é isso o que penso a respeito de tudo. Muuuuuuita crise. Pensem em como seria pra voces se agora alguma cia que voces gostam na Alemanha convidasse voces pra mudar de país... É assim que eu me sinto. Crise, crise, crise... Tou num grupo de Trapézio de voo, em estágio embrionário, com perspectivas de turne em 2010 com um circo próprio, mas ainda sem grana, sem projeto... Pensa assim: trabalho de cia, cooperativo, mas no universo do circo... Aí, as pessoas com quem eu trabalho a anos, que eu gosto muito, aparecem com uma perspectiva real e tentadora de largar mao de tudo e voltar... Aiiiiiii, crise, crise... Ai, o Mau quer ir... e aí? Qual as possibilidades????? Ai.....
As vezes nao sei mais se faco parte, as vezes me vejo trilhando outros rumos, mas também pode ser só uma sensacao de trabalho novo, Workshop fresco na cabeca da semana passada e na verdade é tudo mentira, melhor voltar pra minha terra que sei como as pessoas sao...
Mas aí olho as discussoes e idéias, e sabe qual a cabeca que eu tenho pra conceito e teoria agora?...
Eu quero é suar... Ter a mao rachada do trapezio, as pernas doendo de dancar, dor no corpo de todos os lados e a energia de sair de casa pra fazer mais, sem perguntar muito porrque. Quero um chefe que me diga o que fazer, entender que se eu der o impulso meio segundo mais tarde é mais fácil de subir, se eu descer 2cm mais no pliet eu pulo mais alto, concretudes, certezas, verdades...
Mas eu também quero simplesmente olhar nos olhos do publico, nao mover um musculo, nao abrir a boca e dizer tudo, e chorar porque eu sou eu...
Descobri que nao importa o que eu faca, a pessoalidade vai estar lá, vai transbordar pelo ar, vai encher a sala de mágica. Como eu junto isso tudo? Comojuntar a sensacao de voar pro infinito, cairno nada fazer loucuras corporais e estar lá eu mesma, presente, absoluto...
Arranco os cabelos, nao tenho respostas...
Nao dá pra voces virem pra cá nao?????
Ai.....
Aiiiii.......
é isso o que penso a respeito de tudo. Muuuuuuita crise. Pensem em como seria pra voces se agora alguma cia que voces gostam na Alemanha convidasse voces pra mudar de país... É assim que eu me sinto. Crise, crise, crise... Tou num grupo de Trapézio de voo, em estágio embrionário, com perspectivas de turne em 2010 com um circo próprio, mas ainda sem grana, sem projeto... Pensa assim: trabalho de cia, cooperativo, mas no universo do circo... Aí, as pessoas com quem eu trabalho a anos, que eu gosto muito, aparecem com uma perspectiva real e tentadora de largar mao de tudo e voltar... Aiiiiiii, crise, crise... Ai, o Mau quer ir... e aí? Qual as possibilidades????? Ai.....
As vezes nao sei mais se faco parte, as vezes me vejo trilhando outros rumos, mas também pode ser só uma sensacao de trabalho novo, Workshop fresco na cabeca da semana passada e na verdade é tudo mentira, melhor voltar pra minha terra que sei como as pessoas sao...
Mas aí olho as discussoes e idéias, e sabe qual a cabeca que eu tenho pra conceito e teoria agora?...
Eu quero é suar... Ter a mao rachada do trapezio, as pernas doendo de dancar, dor no corpo de todos os lados e a energia de sair de casa pra fazer mais, sem perguntar muito porrque. Quero um chefe que me diga o que fazer, entender que se eu der o impulso meio segundo mais tarde é mais fácil de subir, se eu descer 2cm mais no pliet eu pulo mais alto, concretudes, certezas, verdades...
Mas eu também quero simplesmente olhar nos olhos do publico, nao mover um musculo, nao abrir a boca e dizer tudo, e chorar porque eu sou eu...
Descobri que nao importa o que eu faca, a pessoalidade vai estar lá, vai transbordar pelo ar, vai encher a sala de mágica. Como eu junto isso tudo? Comojuntar a sensacao de voar pro infinito, cairno nada fazer loucuras corporais e estar lá eu mesma, presente, absoluto...
Arranco os cabelos, nao tenho respostas...
Nao dá pra voces virem pra cá nao?????
16 de novembro de 2008
Sobre a reunião
Olás!!
Eu que fiquei de passar o que discutimos na reunião de quinta... desculpe a demora.
Bom, primeiro foi bom ler e saber que você pensou as coisas no caminho que nós também pensamos.
À princípio, levantamos várias "técnicas" e jeitos de abordar a pessoalidade (preciso pesquisar o histórico desta palavra) na interpretação, mas a Naty levantou e concordamos que o lance não é elencar técnicas como num currículo escolar. Além das que vc. elencou, tínhamos pensado bufão/ clouwn, Barba (dentro do trabalho que a Patrícia Leonardelli faz), performance, dança somática (que eu não sei muito o que é, mas a Naty disse que ela contém técnicas como a do nova dança e outras).
Bom com isso, no primeiro ano, pensamos em três módulos que seriam os seguintes:
3 meses
- Dois meses de técnica de jogo no universo do clouwn e do bufão (deixamos aberto assim para conversar com a Dedé paa ver o que ela acha). Achamos que estamos sempre perseguindo o jogo nos nossos trabalhos e que precisamos nos aprofundar nisso.
- 1 mês para "digerir": 2 semanas para fazer a "antropo/metodofagia" com o nosso trabalho, 1 semana para planejar como transformar essa "antropo/metodofagia" numa oficina (eles pedem oficinas e achamos que poderia ser um jeito organico de propor), 1 semana de oficina.
OBS:
- Isso tudo, fora possíveis ensaios do repertório que pensamos no Ruído, Seis da Tarde, Voo Solo e nos perguntamos sobre o Retornarse no sentido de que nos pareceu ser necessário montá-lo praticamente de novo porque senão parece para mim obra de um museu, precisaríamos encontrar o que faz sentido para nós e ... teríamos tempo para isso?? Outras sugestões são bem vindas.
Ahhhh! Aproveitando o ensejo, Gabi, como é isso tudo para você?? Temos vontade de ouvir o que vc. está pensando e dialogar mais porque vc. também estaria neste projeto... ou naõ?????
+ 3 meses
- "A mémória na composição do ator" pensamos no Cacá Carvalho partindo do trabalho dele que achamos ter base em Stan. e Grot.
repete tudo que coloquei lá em cima
+ 3 meses
- Não me lembro bem se o nome era esse, alguém que estava na reunião me ajude: "A pessoalidade no trabalho do ator", fica muito parecido com o do Cacá por isso estou achando que o nome não é exatamente esse. Pensamos no Matteo Bonfitto pelo trabalho com ações físicas/vocais e como levar tudo isso para um texto.
repete tudo o que coloquei lá em cima.
Os 3 últimos meses no primeiro ano seriam para encontrar o que é a pesquisa para o ano que vem (Eu particularmente gosto do recorte rússia, a gente consegue ligar com o que está fazendo e me interesso pelos escritores que conheço).
Além de tudo isso, pensamos em um acompanhamento com algum profissional que fosse constante e pensamos na Isabel Setti que trabalha com a voz partindo muito do corpo e tem uma abordagem mais "energética/espiritual" por trazer referências do tai chi e chi kung ( não sei se é assim que escreve)
Não podemos nos esquecer das mesas redondas que não deu tempo de pensar com calma e da circulação dos espetáculo....
Isso tudo só o primeiro ano.
Ahhh! Levantamos de novo a possibilidade de convidar os atores do ruído....o trabalho com eles tem sido afinado e ficamos com vontade de convidá-los tanto pelo que eles podem enriquecer o trabalho, quanto pela entrega que estão tendo sem receber, por enquanto, nada como troca financeira. O que acham?
Por fim , uma encanação minha: Será que é bom escrever sobre novos projetos no blog, pode ser besteira mas, é um projeto que não está pronto e acho estranho escrever sobre ele numa página, teoricamente aberta. Dependendo do que clicarem em busca, chegam aqui... Sei lá posso estar sendo louca, mas isso é realmente nosso assunto e de mais ninguém !!!
Bj
Ma Corazza
Eu que fiquei de passar o que discutimos na reunião de quinta... desculpe a demora.
Bom, primeiro foi bom ler e saber que você pensou as coisas no caminho que nós também pensamos.
À princípio, levantamos várias "técnicas" e jeitos de abordar a pessoalidade (preciso pesquisar o histórico desta palavra) na interpretação, mas a Naty levantou e concordamos que o lance não é elencar técnicas como num currículo escolar. Além das que vc. elencou, tínhamos pensado bufão/ clouwn, Barba (dentro do trabalho que a Patrícia Leonardelli faz), performance, dança somática (que eu não sei muito o que é, mas a Naty disse que ela contém técnicas como a do nova dança e outras).
Bom com isso, no primeiro ano, pensamos em três módulos que seriam os seguintes:
3 meses
- Dois meses de técnica de jogo no universo do clouwn e do bufão (deixamos aberto assim para conversar com a Dedé paa ver o que ela acha). Achamos que estamos sempre perseguindo o jogo nos nossos trabalhos e que precisamos nos aprofundar nisso.
- 1 mês para "digerir": 2 semanas para fazer a "antropo/metodofagia" com o nosso trabalho, 1 semana para planejar como transformar essa "antropo/metodofagia" numa oficina (eles pedem oficinas e achamos que poderia ser um jeito organico de propor), 1 semana de oficina.
OBS:
- Isso tudo, fora possíveis ensaios do repertório que pensamos no Ruído, Seis da Tarde, Voo Solo e nos perguntamos sobre o Retornarse no sentido de que nos pareceu ser necessário montá-lo praticamente de novo porque senão parece para mim obra de um museu, precisaríamos encontrar o que faz sentido para nós e ... teríamos tempo para isso?? Outras sugestões são bem vindas.
Ahhhh! Aproveitando o ensejo, Gabi, como é isso tudo para você?? Temos vontade de ouvir o que vc. está pensando e dialogar mais porque vc. também estaria neste projeto... ou naõ?????
+ 3 meses
- "A mémória na composição do ator" pensamos no Cacá Carvalho partindo do trabalho dele que achamos ter base em Stan. e Grot.
repete tudo que coloquei lá em cima
+ 3 meses
- Não me lembro bem se o nome era esse, alguém que estava na reunião me ajude: "A pessoalidade no trabalho do ator", fica muito parecido com o do Cacá por isso estou achando que o nome não é exatamente esse. Pensamos no Matteo Bonfitto pelo trabalho com ações físicas/vocais e como levar tudo isso para um texto.
repete tudo o que coloquei lá em cima.
Os 3 últimos meses no primeiro ano seriam para encontrar o que é a pesquisa para o ano que vem (Eu particularmente gosto do recorte rússia, a gente consegue ligar com o que está fazendo e me interesso pelos escritores que conheço).
Além de tudo isso, pensamos em um acompanhamento com algum profissional que fosse constante e pensamos na Isabel Setti que trabalha com a voz partindo muito do corpo e tem uma abordagem mais "energética/espiritual" por trazer referências do tai chi e chi kung ( não sei se é assim que escreve)
Não podemos nos esquecer das mesas redondas que não deu tempo de pensar com calma e da circulação dos espetáculo....
Isso tudo só o primeiro ano.
Ahhh! Levantamos de novo a possibilidade de convidar os atores do ruído....o trabalho com eles tem sido afinado e ficamos com vontade de convidá-los tanto pelo que eles podem enriquecer o trabalho, quanto pela entrega que estão tendo sem receber, por enquanto, nada como troca financeira. O que acham?
Por fim , uma encanação minha: Será que é bom escrever sobre novos projetos no blog, pode ser besteira mas, é um projeto que não está pronto e acho estranho escrever sobre ele numa página, teoricamente aberta. Dependendo do que clicarem em busca, chegam aqui... Sei lá posso estar sendo louca, mas isso é realmente nosso assunto e de mais ninguém !!!
Bj
Ma Corazza
13 de novembro de 2008
Re: [Correspondências] ja comentando
recomentarios!
rsrsr
Na primeirta fase eu "não" abriria mão do Butoh, Artaud eu entendo não entrar.
Não duvido que exista uma literatura extraordinária na Russa (conheço alguns dos citados e gopsto muito), mas não sei se precisamos fechar na Russia. Literatura extraordinário tem no mundo todo. a gente sempre vai encontrar alguém que nos instigue muito... enfim...
Mas ainda acho que poderíamos ter uma construção dramatúrgica própria....
Só pra continuar causando...
Beijos
Tha
--
Thaís de Almeida Prado
http://thathais.multiply.com
grupos:
http://ciaautoretrato.multiply.com
http://corrosivo-olharescaldeiras.blogspot.com
sobre:
http://tr.premiosergiomotta.org.br/?p=95#more-95
rsrsr
Na primeirta fase eu "não" abriria mão do Butoh, Artaud eu entendo não entrar.
Não duvido que exista uma literatura extraordinária na Russa (conheço alguns dos citados e gopsto muito), mas não sei se precisamos fechar na Russia. Literatura extraordinário tem no mundo todo. a gente sempre vai encontrar alguém que nos instigue muito... enfim...
Mas ainda acho que poderíamos ter uma construção dramatúrgica própria....
Só pra continuar causando...
Beijos
Tha
2008/11/13 Mauricio Veloso <mauveloso@ip2.com.br>
comentarios breves, já que eu passeipor aqui antes de ir cormir...
primeiro, acho que a gente realmente deve se conter quanto à QUANTIDADE de técnicas experimentadas, para que o trabalho com cada uma delas seja significativo. Por isso propus o numero de 4, me parece que mesmo com as diferentes etapas dentro de cada módulo, conseguimos um tempo bom para apreender a técnica, que é ao meu ver o que mais importa nesse momento.
Segundo, importante: estou tentando falar de técnicas de interpretacao (ok, interpretacao nao é a melhor palavra, já que butoh, por exemplo nao é interpretacao, mas de técnicas cênicas, por assim dizer). É importante ao meu ver, pensarmos sobre essa ótica prática. Artaud, por exemplo, pode ser um grande pensador, mas nao desenvolveu uma técnica, por isso eu nao o tomaria como possibilidade
Terceiro e último quanto aos russos: me parece que foi um direcionamento discutido na nossa reuniao, por isso o coloquei. Por outro lado, entendo a excessiva montagem de Tchecovs como um ponto negativo ao projeto, e esse é um dos motivos pelos quais propus essa abordagem mais genérica. Em tempos, Thais: há muito mais (e muuuuuuuito mais) vida inteligente na literatura russa alem de tchecov. So pra pegar alguns exemplos: dostoiewski, maiakowski, turgeniev, gorki, etc. Alias, alguém conhece um romance chamado verao em Baden-Baden do Leonid Zypkin? É um dos livros mais incriveis que eu li nos ultimos tempos (e é russo)
beijos
mau
--
Postado por Mauricio Veloso no Correspondências em 11/13/2008 07:45:00 PM
--
Thaís de Almeida Prado
http://thathais.multiply.com
grupos:
http://ciaautoretrato.multiply.com
http://corrosivo-olharescaldeiras.blogspot.com
sobre:
http://tr.premiosergiomotta.org.br/?p=95#more-95
ja comentando
comentarios breves, já que eu passeipor aqui antes de ir cormir...
primeiro, acho que a gente realmente deve se conter quanto à QUANTIDADE de técnicas experimentadas, para que o trabalho com cada uma delas seja significativo. Por isso propus o numero de 4, me parece que mesmo com as diferentes etapas dentro de cada módulo, conseguimos um tempo bom para apreender a técnica, que é ao meu ver o que mais importa nesse momento.
Segundo, importante: estou tentando falar de técnicas de interpretacao (ok, interpretacao nao é a melhor palavra, já que butoh, por exemplo nao é interpretacao, mas de técnicas cênicas, por assim dizer). É importante ao meu ver, pensarmos sobre essa ótica prática. Artaud, por exemplo, pode ser um grande pensador, mas nao desenvolveu uma técnica, por isso eu nao o tomaria como possibilidade
Terceiro e último quanto aos russos: me parece que foi um direcionamento discutido na nossa reuniao, por isso o coloquei. Por outro lado, entendo a excessiva montagem de Tchecovs como um ponto negativo ao projeto, e esse é um dos motivos pelos quais propus essa abordagem mais genérica. Em tempos, Thais: há muito mais (e muuuuuuuito mais) vida inteligente na literatura russa alem de tchecov. So pra pegar alguns exemplos: dostoiewski, maiakowski, turgeniev, gorki, etc. Alias, alguém conhece um romance chamado verao em Baden-Baden do Leonid Zypkin? É um dos livros mais incriveis que eu li nos ultimos tempos (e é russo)
beijos
mau
primeiro, acho que a gente realmente deve se conter quanto à QUANTIDADE de técnicas experimentadas, para que o trabalho com cada uma delas seja significativo. Por isso propus o numero de 4, me parece que mesmo com as diferentes etapas dentro de cada módulo, conseguimos um tempo bom para apreender a técnica, que é ao meu ver o que mais importa nesse momento.
Segundo, importante: estou tentando falar de técnicas de interpretacao (ok, interpretacao nao é a melhor palavra, já que butoh, por exemplo nao é interpretacao, mas de técnicas cênicas, por assim dizer). É importante ao meu ver, pensarmos sobre essa ótica prática. Artaud, por exemplo, pode ser um grande pensador, mas nao desenvolveu uma técnica, por isso eu nao o tomaria como possibilidade
Terceiro e último quanto aos russos: me parece que foi um direcionamento discutido na nossa reuniao, por isso o coloquei. Por outro lado, entendo a excessiva montagem de Tchecovs como um ponto negativo ao projeto, e esse é um dos motivos pelos quais propus essa abordagem mais genérica. Em tempos, Thais: há muito mais (e muuuuuuuito mais) vida inteligente na literatura russa alem de tchecov. So pra pegar alguns exemplos: dostoiewski, maiakowski, turgeniev, gorki, etc. Alias, alguém conhece um romance chamado verao em Baden-Baden do Leonid Zypkin? É um dos livros mais incriveis que eu li nos ultimos tempos (e é russo)
beijos
mau
Re: [Correspondências] projeto petrobras
Oi Mau,
a meu ver é por ai.
me interessaria muito trabalhar na primeira fase com Stanislawski, Artaud, Grotowski, Pina Bausch, Clown, Bufao, Butoh, Estranhamento Brechtiano, Contact Improvisation. Mesmo eles sendo aparentemente tão distintos... mas acho importante descobrir destas formas todas o que é "essencia" na arte.... (pensando grande... rs)
Ja no segundo ano, me questiono se deveriamos nos fechar à russia, se passaremos por tantas culruras e leituras no primeiro ano. e porque não a construção de uma dramaturgia própria??? a partir do trabalho destes estudos do ator e tal... Além do mais ultimamente voltou a estar na moda a russia... (não que ela tenha saido da moda, mas ultimamente todo mundo ta montando um tchekov...)
No geral acho que vai por ai...
mas nao estava na reuniao hoje a tarde então fiquei meio por fora...
Beijos
Tha
projeto petrobras
Olá para todos,
de forma curta, algumas informacoes que estou pensando para a petrobras. O pinem critiquem, discordem... É mais pra gente poder iniciar uma discussao do que qualquer outra coisa
duracao do projeto: dois anos
primeiro ano: pesquisa sobre técnicas de interpretacao que tomam a individualidade/pessoalidade (existe essa palavra ou é nossa criacao) como ponto fundamental do processo criatico
segundo ano: montagem de um espetáculo a partir da experiencia compartilhada durante o primeiro ano de trabalho. Partindo do processo atual da companhia (sobre as carta do TAM), gostaríamos de continuar nos debrucando sobre o universo russo; durante o primeiro ano serao experimentados trechos de algumas obras de autores russos de importância e a partir dessa experimentacao definiremos a obra a ser trabalhada no segundo ano (pensei em colocar dessa forma pq ainda nao temos certeza sobre o Tchecov - pelo que me lembro, talvez a Nat tivesse problemas e eu nao estou bem convencido - mas ao mesmo tempo é uma forma de indicarmos um universo sobre o qual nos debrucaremos e escolheremos o espetáculo do segundo semestre. Pretendo ainda citar alguns nomes...)
estrutura de trabalho - primeiro ano
quatro módulos de interpretacao:
(definir esses quatro módulos me parece o mais difícil do projeto por enquanto. De qualquer forma, me parece que há dois caminhos possíveis: um seria buscar técnicas o mais distintas possíveis, desde que elas trabalhem essa criacao a partir do individuo, o outro seria já optar por uma linha mais clara de foco pra definir esses quatro módulos (exemplos: construcao de personagem a partir da individualidade, uso do corpo como ferramenta criativa, etc.)
Algumas possibilidades que me ocorrem, de toda maneira:
Stanislawski, Grotowski, Pina Bausch, Clown, Bufao, Butoh, Estranhamento Brechtiano, Contact Improvisation. (como vocês podem perceber, há muitas possibilidades)
Pensei em cada módulo ter entre dois meses e meio (se a gente achar bom reservar um mes antes e um mes no final do ano para questoes burocráticas, de producao e organizacao) e três meses (se vocês acharem isso desnecessário). Pensei também que cada módulo teria quatro partes:
1. aproximacao teórica sobre o tema (feita por nós, sozinhos, a partir talvez de uma bibliografia sugerida pela pessoa que vai trabalhar conosco)
2. etapa de assimlacao técnica (esse nome é horrível): período de mais ou menos um mês em que trabalharíamos ligados a alguma pessoa que tem o domínio dessa técnica e cujo objetiva seria nos debrucarmos sobre ela (a técnica pura, independente das nossas vontades e projetos)
3. etapa de introspeccao: seria o momento de, novamente sozinhos, buscarmos a relacao entre essa técnica e o nosso método de trabalho. Nessa etapa estariamos novamente sozinhos, e poderiamos trabalhar nessa assimilacao tanto individualmente quanto em grupo
4. contato com o público: seria o momento em que testaríamos essa tecnica/sua introspeccao em relacao ao espectador. Essa etapa implicaria provavelmente também num breve momento de aglutinacao do material, mas num processo, ao meu ver, muuuuito simples, sem se preocupar com a construcao do discurso.
ok, acho que pra comecar a visualizar a primeira etapa é isso...
segunda etapa: essa é uma grande névoa pra mim. Nao sei nem por onde comecar, considerando que nao temos o texto definido, nao sabemos ainda exatamente em que estrtura vamos trabalhar, qual o nosso objetivo cênico, etc. Me parece que o que vale a pena tentar pensar aqui, sao conceitos gerais e coisas objetivas, do tipo:
conceitos, e por aqui entendo coisas que sao inerentes ao trabalho da auto-retrato, por exemplo, a questao da intimidade e de uma relacao próxima com o público; um olhar poético sobre a realidade e sobre a linguagem cênica, etc.
seria talvez pra se pensar: quando, onde e como queremos apresentar. Já que tudo é tao abstrato, acho que seria de bom tom se conseguíssemos trazer um pouquinho de concretude, e isso ajudaria. É claro que nao dá pra dizer, estreamos em 15 de outubro de 2010 na igreja da sé, mas pelo menos uma declaracao de intencoes, por exemplo de uma duracao de temporada, eu sugeriria estratégias para captacao de público, etc.
isso é o comeco da ideia, opinem...
beijos
mau
de forma curta, algumas informacoes que estou pensando para a petrobras. O pinem critiquem, discordem... É mais pra gente poder iniciar uma discussao do que qualquer outra coisa
duracao do projeto: dois anos
primeiro ano: pesquisa sobre técnicas de interpretacao que tomam a individualidade/pessoalidade (existe essa palavra ou é nossa criacao) como ponto fundamental do processo criatico
segundo ano: montagem de um espetáculo a partir da experiencia compartilhada durante o primeiro ano de trabalho. Partindo do processo atual da companhia (sobre as carta do TAM), gostaríamos de continuar nos debrucando sobre o universo russo; durante o primeiro ano serao experimentados trechos de algumas obras de autores russos de importância e a partir dessa experimentacao definiremos a obra a ser trabalhada no segundo ano (pensei em colocar dessa forma pq ainda nao temos certeza sobre o Tchecov - pelo que me lembro, talvez a Nat tivesse problemas e eu nao estou bem convencido - mas ao mesmo tempo é uma forma de indicarmos um universo sobre o qual nos debrucaremos e escolheremos o espetáculo do segundo semestre. Pretendo ainda citar alguns nomes...)
estrutura de trabalho - primeiro ano
quatro módulos de interpretacao:
(definir esses quatro módulos me parece o mais difícil do projeto por enquanto. De qualquer forma, me parece que há dois caminhos possíveis: um seria buscar técnicas o mais distintas possíveis, desde que elas trabalhem essa criacao a partir do individuo, o outro seria já optar por uma linha mais clara de foco pra definir esses quatro módulos (exemplos: construcao de personagem a partir da individualidade, uso do corpo como ferramenta criativa, etc.)
Algumas possibilidades que me ocorrem, de toda maneira:
Stanislawski, Grotowski, Pina Bausch, Clown, Bufao, Butoh, Estranhamento Brechtiano, Contact Improvisation. (como vocês podem perceber, há muitas possibilidades)
Pensei em cada módulo ter entre dois meses e meio (se a gente achar bom reservar um mes antes e um mes no final do ano para questoes burocráticas, de producao e organizacao) e três meses (se vocês acharem isso desnecessário). Pensei também que cada módulo teria quatro partes:
1. aproximacao teórica sobre o tema (feita por nós, sozinhos, a partir talvez de uma bibliografia sugerida pela pessoa que vai trabalhar conosco)
2. etapa de assimlacao técnica (esse nome é horrível): período de mais ou menos um mês em que trabalharíamos ligados a alguma pessoa que tem o domínio dessa técnica e cujo objetiva seria nos debrucarmos sobre ela (a técnica pura, independente das nossas vontades e projetos)
3. etapa de introspeccao: seria o momento de, novamente sozinhos, buscarmos a relacao entre essa técnica e o nosso método de trabalho. Nessa etapa estariamos novamente sozinhos, e poderiamos trabalhar nessa assimilacao tanto individualmente quanto em grupo
4. contato com o público: seria o momento em que testaríamos essa tecnica/sua introspeccao em relacao ao espectador. Essa etapa implicaria provavelmente também num breve momento de aglutinacao do material, mas num processo, ao meu ver, muuuuito simples, sem se preocupar com a construcao do discurso.
ok, acho que pra comecar a visualizar a primeira etapa é isso...
segunda etapa: essa é uma grande névoa pra mim. Nao sei nem por onde comecar, considerando que nao temos o texto definido, nao sabemos ainda exatamente em que estrtura vamos trabalhar, qual o nosso objetivo cênico, etc. Me parece que o que vale a pena tentar pensar aqui, sao conceitos gerais e coisas objetivas, do tipo:
conceitos, e por aqui entendo coisas que sao inerentes ao trabalho da auto-retrato, por exemplo, a questao da intimidade e de uma relacao próxima com o público; um olhar poético sobre a realidade e sobre a linguagem cênica, etc.
seria talvez pra se pensar: quando, onde e como queremos apresentar. Já que tudo é tao abstrato, acho que seria de bom tom se conseguíssemos trazer um pouquinho de concretude, e isso ajudaria. É claro que nao dá pra dizer, estreamos em 15 de outubro de 2010 na igreja da sé, mas pelo menos uma declaracao de intencoes, por exemplo de uma duracao de temporada, eu sugeriria estratégias para captacao de público, etc.
isso é o comeco da ideia, opinem...
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