30 de janeiro de 2008

Ai, ai, ai... esse mundo de blog é muita novidade pra mim. Não estou muito segura que esse meu escrito vá chegar, bonitinho como de vocês. E também não acho mais o ponto de interrogação no meu teclado... Espero que eu não tenha nenhuma pergunta, retórica ou não.
Acabo de chegar de Tiradentes emendado num pulo no sítio, e compartilho da sensação do Mau de retomar a rotina. Na verdade, eu estou bem ansiosa pra retomá-la! Parece que eu tenho andado flanando por aí, e preciso pisar mais firme, com mais direção. Acho que todo o começo de ano é assim pra gente, não< (e lá vai a falta do ponto de interrogação... ó, vida... justo eu que sou cheia das reticências e interrogações).
Eu tive muito um sonho parecido com o da Nati, mas um pouco mais bem humorado. Acho que eu já devo ter contado. Teve uma época, não sei bem qual, não faz tanto tempo, em que eu sonhava frequentemente que nós estávamos numa apresentação lotada do Retornarse. Aí de repente eu me dava conta de que eu não me lembrava de nada, nada... nem de texto, nem de partituras. Eu vagamente me lembrava da cena do giz. E eu ia entrando em pânico, uma sensação horrível de que eu tinha viajado completamente, de que eu tinha que ter ensaiado. Era como se eu tivesse me esquecido de ensaiar e, do nada, fosse parar numa apresentação. Aí - ok, agora vem a parte mais bem humorada - eu resolvia dar uma olhada para todas, saia um pouco do umbigo, e via que tava todo mundo exatamente na mesma situação. Quando a gente se olhava e se percebia e compartilhava o pânico, passava a ser muito engraçado. De repente todo esse desespero sumia, a gente começava a improvisar juntas... muuuito fora do Retornarse, todo mundo perdido, mas se divertindo junto.
Outro sonho que eu tive muito no ano passado - e esse é só angústia! - é um sonho em que eu tô na escola, no colegial, e é como se eu tivesse chegado no meio do semestre. Eu tô totalmente perdida em todas as matérias. E eu tenho que passar de ano pra validar meu diploma de teatro, ou algo assim. Como se toda minha vida pós-colegial estivesse ainda pendurada, dependendo do úlitmo ano da escola. Como se eu tivesse pulado, abandonado alguma etapa. E aí eu percebo que isso é impossível, quer dizer, vou fazendo uma força pra perceber que é impossível, que eu já tô formada em Teatro e que nada vai me tirar isso. É uma força de acordar, de sair do sonho... até que eu consigo. Mas é sempre um parto. Eu contei esse sonho pra compartilhar de uma sensação da Nati e amedrontá-la um pouco, hehehe. Porque a penúltima vez que eu tive esse sonho eu fiquei muito feliz porque ele mudou, o final era diferente. Era tudo igual, mas com menos angústia e, no meio do sonho, eu percebia que eu estava me despedindo da escola. Eu não iria mais voltar lá, eu tinha fechado um ciclo e o sonho todo era apenas uma despedida. Triste como todas as despedidas, mas um ponto final bem vindo para uma nova fase. Pois bem, fiquei toda satisfeita, contei orgulhosa à minha terapêuta. Mas... em Tiradentes eu voltei a ter o mesmo sonho e, o que é pior, versão antiga! Me senti traída pelo meu inconsciente... então eu jça não tinha superado, oras pipocas! Uma chateação... Portanto, Nest, nem sempre nós caminhamos para o alto e avante. Acho que a coisa é mais espiralada, não estranhe se você voltar a se congelar em algum outro sonho... Faz parte. Talvez essa nossa crise entre movimento, paralisação e improvisação, seja eterna, a maldita, e, quem sabe, bem vinda!
Acho que vou parando porque, afinal de contas, eu nem sei se a minha mensagem vai chegar direitinho.
Bons retornos a todos (por aqui ainda tem o Carnaval!), também amo vocês.

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