10 de março de 2008

escreverei novamente, então.

Acho que aproveitarei para inverter a ordem dos pensamentos que escrevo. Poucos segundos depois e o pensamento já mudou. Sim, Mau, há um fluxo na escrita, eu acho. Um fluxo que é o próprio instante.
Estou ouvindo a trilha sonora do Não-Distância e, com a isenção de tanto tempo que já passou, consigo achar que é bonita demais! Não tenho qualquer intuição do que tenha sido a peça para os olhos de quem a viu, não há fotos, vídeo... mas que bom saber que existia algo ali tão precioso. Viva o Rui!

Lendo a última postagem do Mauricio eu me identifico com a fase que ele diz estar vivendo. Ando tão solta, leve, fluída, que quase não me reconheço, rsrsrs. E é claro que isso tem reflexos no trabalho, acabo por me sentir até meio descomprometida com tudo, fosca, sem criatividade alguma. Mas há poucos dias fiquei mais tranquila ao ler um texto do Grotowski em que ele justamente falava de que esses momentos na vida do ator são importantes, e que a toda fase de "espontaneidade" segue-se um momento de assimilação técnica realmente orgânica.
Bom ouvir os mestres!

Na última semana essa minha fase "leve e fluída" fez com que eu tentasse me livrar de dúvidas que têm me vindo sobre se eu de fato daria conta (por questão de tempo e de disponibilidade) de estar nos processos da Auto-Retrato e da Balagan ao mesmo tempo. Acabei concluindo que o simples fato de me sentir em dúvida já era prova de que eu não estáva dando conta, e que isso atrapalharia a Companhia. Então conversei com a Marina Corazza, Marina Tranjan e Caetano e lhes disse que não estarei. Pelo menos não como atriz.
Não que isso tenha me solucionado as dúvidas... talvez tenha sido mais prático, mas ainda não me soa natural. Sinto-me próxima das pessoas da Auto-Retrato, sinto que esse projeto novo das cartas-tchecov também é meu, e muito.
Mas não ficarei aqui falando das minhas dúvidas. Estou de alguma forma confiante que o tempo vai apaziguar isso que está me inquietando.
Beijos a todos
Nat

Nenhum comentário: